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Autoestima: JÁ!

Há dias em que a minha autoestima faz-me sentir a maior do mundo. E depois há dias em que me faz sentir uma grandessíssima merd* (desculpa mas é mesmo assim, sei que me compreendes e aqui podemos falar abertamente de como estas coisas nos lixam a cabeça).

Existem os dias em que ponho o meu rímel e os meus caracóis colaboram comigo. Em que ponho aquele salto alto e aquele vestido que me assenta mesmo bem! Nesses dias tudo fantástico!

Depois há os outros dias, aqueles em que nem me apetece vestir a roupa desportiva para ir à rua com a Fénix. Apanho o cabelo num puxo, não ponho as lentes de contacto e… e nada. Fico a sentir pena de mim própria.

E a ideia não é que tenha de me vestir sempre super bem. Não! Posso estar com a minha roupa desportiva e sentir-me na maior. Foi o exemplo que dei porque é o que me acontece.

A autoestima é algo interno que se reflete fora. Como tudo nesta vida. O que me lixa mesmo? Quando a minha autoestima depende de fatores externos. Quando alguém me diz “Ai essa camisola não te assenta bem” ou “Essas calças fazem-te o rabo grande”. O que eu devia dizer era algo como “E então? O rabo é meu, se te incomoda não olhes” certo? Pois, concordo contigo. Infelizmente o que acontece a maioria das vezes é que vou ao wc olhar-me ao espelho e chego à terrível conclusão de que o comentário estava certo :  conclusão! Fico a sentir-me na merd* o resto do dia e quando chego a casa as calças vão desaparecer no fundo do armário.

Ou  quando fico agarrada ao telemóvel à espera daquela sms que nunca chega.

Quando fico triste porque não recebo o mimo que esperava do meu adolescente.

Ou quando fico à espera do elogio que devia ser eu a dar a mim própria.

Fiz algo que não devia e sinto-me culpada.

Se o mais que tudo não comentou como estou linda de morrer no vestido novo.

E a lista poderia continuar mas não quero que fiques deprimida.

Porque raio fazemos isso?! Pomos a NOSSA felicidade, o nosso bem estar, o nosso poder pessoal, nas mãos de OUTRA pessoa?

Quem disse que eu preciso de um elogio externo para me sentir bem? Ou pior ainda! Porque é que quando me sinto bem uma crítica externa tem o poder de me mandar abaixo? Essa pessoa tem mais razão que eu porquê?!

“Ai Cláudia porque vivemos em sociedade” pffffffffff! E então? Vivemos numa sociedade presa a ecrãs e a sentimentos artificiais. Que vivem dias perfeitos nas redes sociais mas esborratam a maquilhagem com as lágrimas escondidas! Num mundo de hipocrisia onde o outro tem demasiado poder sobre a nossa vida!! E quem sofre com isso?! A minha autoestima. E a tua e a de milhares de mães e de adolescentes!

E isto deixa-me doente! A nossa autoestima começa a levar machadadas desde que somos crianças! E por isso é URGENTE começares a empoderar o teu filho, tenha a idade que tiver. Se ele souber quem é, ninguém o fará duvidar de si próprio!

Eu digo basta! Porque quem manda na minha vida sou eu! Se eu quero vestir aquela mini saia ninguém, repito, ninguém tem nada a ver com isso! Apesar de ouvir um comentário cínico vou sorrir internamente e externamente enquanto respondo com um “obrigado pela tua opinião mas eu gosto” e vesti-la todas as semanas nos próximos dois meses!

Vou amar-me montões para que não fique dependente do comentário fofo do mais que tudo que às vezes tem a cabeça tão na lua que nem me vê (e isto dá todo um outro texto que fica para uma próxima!) quanto mais ver a minha camisola sexy que escolhi a pensar nele (devia ter escolhido a pensar em mim pois claro!).

Não é a opinião do outro que te define. Vou repetir porque é importante. Não é a opinião do outro que te define. Seja marido, amante, filho, mãe, pai. Uma opinião externa diz mais sobre o outro do que sobre ti. No entanto, aquilo que sentes com a opinião, diz mais sobre ti.

Tentamos justificar as ações dos outros (não respondeu à sms porque estava ocupado, não elogiou a saia nova porque está a pensar no trabalho coitado…) para nos sentirmos menos mal mas a questão é que as ações dos outros não diminuem o meu valor!

O meu valor é meu. É algo que existe por si só e não flutua conforme o mundo gira. O meu valor existe, é real e é o meu brilho. Brilho esse que nunca se apaga a menos que EU deixe!

E estou CANSADA de diminuir o meu brilho por fatores externos. E a culpa é minha e só minha. Porque se o exterior tem esse poder sobre mim é porque eu o PERMITO!

E estou FARTA de ver tantas mulheres que se apagam, se anulam, se rebaixam, se encolhem!

O sangue ferve-me nas veias enquanto escrevo isto. Porque me revejo. Perdi demasiado tempo da minha vida e sei que tu que tu que estás desse lado a ler isto e sentes o mesmo.

Tu és GIGANTE! E não tens de te diminuir para caber na porra de um espaço demasiado pequeno para ti que nem te deixa respirar.

Abre as asas e sê ainda mais gigante! E quem se sentir incomodado saia da frente.

Um beijinho cheio de sol, 

Cláudia

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